Saiba um pouco sobre Osteoporose

ossosOsteoporose é a doença óssea metabólica mais freqüente, sendo a fratura a sua manifestação clínica. É definida patologicamente como diminuição absoluta da quantidade de osso e desestruturação da sua microarquitetura levando a um estado de fragilidade em que podem ocorrer fraturas após traumas mínimos. É considerada um grave problema de saúde pública, sendo uma das mais importantes doenças associadas com o envelhecimento.
Predispõem à osteoporose fatores que induzem a um baixo pico de massa óssea e aqueles que são responsáveis por perda excessiva ou baixa produção. Fatores genéticos( raça branca, história familiar, baixa estatura, massa muscular pouco desenvolvida); Estilo de vida( baixa ingestão de cálcio, sedentarismo, exercício excessivo levando a amenorreia, pouca exposição solar, nuliparidade, tabagismo e alcoolismo, dieta vegetariana, alta ingestão de proteínas e cafeína); Ginecológicos( menopausa precoce sem reposição hormonal, primeira menstruação tardia, retirada cirúrgica dos ovários sem reposição hormonal).
Os sintomas são secundários às fraturas. A fratura de fêmur é a consequência mais dramática da osteoporose. Quando ocorre nas vértebras, a dor pode ser de dois tipos. Uma é aguda, localizada, intensa, mantendo a paciente imobilizada e relacionada com fratura em andamento. Em situações de dor aguda, inicialmente ela pode ser mal localizada, espasmódica e com irradiação anterior ou para bacia e membros inferiores. A fratura vertebral pode ainda não ser observável com precisão em exame radiológico, dificultando o diagnóstico. A paciente se mantém em repouso absoluto nos primeiros dias. Mesmo sem tratamento, a dor diminue lentamente e desaparece após duas a seis semanas, dependendo da gravidade da fratura. Quando a deformidade vertebral residual é grave, pode permanecer sintomatologia dolorosa de intensidade variável ou esta aparecer tardiamente.
O critério atual para diagnóstico de osteoporose é perda de 25% de massa óssea quando comparada com adulto jovem. Assim, diagnóstico precoce de osteoporose é feito através da densitometria óssea enquanto o estudo radiológico somente mostra alterações inequívocas quando há perda de 30% da massa óssea.
Um dos passos necessários no combate a essa doença é a ingestão adequada de cálcio. O cálcio é um mineral chave na manutenção da saúde óssea, sendo encontrado principalmente em vegetais de folhas verdes escuras, como brócolis, couve, repolho, leite e derivados. De fato, o leite de vaca é um alimento com grande quantidade de cálcio; no entanto, a fração de cálcio que é absorvida pelo organismo é pequena.

Por outro lado, o cálcio presente no brócolis e na couve, por exemplo, apesar de em menor quantidade em relação ao leite de vaca, é mais facilmente absorvido pelo corpo humano.
As drogas utilizadas no tratamento da osteoporose atuam diminuindo a reabsorção óssea ou aumentando sua formação.
Exercícios e prevenção de quedas – exercícios de carga são úteis como coadjuvantes ao tratamento, em qualquer idade. Eles devem ser mantidos regularmente pois sedentarismo leva à perda do que se ganha com exercícios prévios.

Os indivíduos não-osteoporóticos também devem ser estimulados a praticar exercícios tais como caminhar e correr. A manutenção de musculatura potente e a destreza que a prática de exercícios e esportes mantém são importantes para a prevenção de quedas. Os idosos devem ser aconselhados a evitar calçados com solado de couro, escadas sem corrimão, levantar-se rapidamente, tapetes soltos, assoalho encerado e tantos outros fatores de risco para quedas

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